segunda-feira, 23 de junho de 2008

São Paulo quer R$ 25 milhões para voltar ao topo dos patrocínios

A disputa em torno do maior patrocínio do futebol brasileiro deve ganhar novos capítulos nas próximas semanas. Dono dessa marca até o fim do ano passado, o São Paulo pretende retomar o posto com um acordo que gire em torno de R$ 25 milhões por temporada, independentemente de quem seja o parceiro.
A expectativa da diretoria do clube é, primeiramente, conversar com a LG, sua atual patrocinadora, sobre uma renovação. Caso a multinacional coreana não aceite os termos propostos pelo São Paulo, o time já irá conversar com possíveis substitutos, mesmo com o contrato entre as partes expirando apenas no fim do ano.
Desde 2005, quando a LG renovou o contrato com o São Paulo, as duas partes tiveram algumas desavenças. No ano passado, a empresa reclamou da exposição da sua marca no uniforme dos treinos da equipe. Na época, chegou-se a comentar que o acordo poderia ser até rompido, fato que não se concretizou.
Durante esse imbróglio entre São Paulo e LG, diversas empresas passaram a ter seus nomes ligados a um possível acordo com o clube paulista, como a Fly Emirates e até a Samsung, que ainda patrocinava o Corinthians, mas nenhuma negociação foi confirmada pela diretoria.
Atualmente, a LG paga ao São Paulo R$ 16 milhões por ano, valor que era o mais alto do futebol brasileiro até o Corinthians acertar com a Medial Saúde, no fim de 2007, por R$ 16,5 milhões por temporada. O Flamengo ganha cerca de R$ 14 milhões anuais da Petrobras e está em terceiro no ranking dos patrocínios brasileiros.
O clube carioca, no entanto, tem uma arrecadação total maior que os concorrentes brasileiros, já que o seu acordo de fornecimento de material esportivo com a Olympikus prevê um fixo de R$ 21 milhões por ano. Na seqüência, a Reebok paga R$ 15 milhões ao São Paulo e o Corinthians ganha "apenas" R$ 7 milhões da Nike.

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